DEMAIS SERVIÇOS

O Brasil, de forma notória, tem pujante tradição em MUTIRÕES informais. Entretanto, por razões  ainda desconhecidas, até hoje não houve neste país a institucionalização de MUTUALIDADES,  cujo registro histórico temos no Mundo desde as Irmandades da Grécia e de Roma Antigas,  passando pelas Confrarias medievais, e, ainda, pelas Mutualidades atuantes em países de tradições  muito próximas às nossas, como a Argentina e Portugal, onde as Mutualidades desempenham um  papel social suplementar à Previdência Social daqueles países. Em Portugal existe um código legal próprio para a regulação dos serviços de ajuda mútua, e, na Argentina as  Mutualidades, ao lado das Cooperativas, são entendidas como as colunas mestras da Economia Social ou Solidária, sendo que, enquanto a cooperativa é uma ferramenta para a produção de renda  através da partilha de suas sobras, na mutualidade não existe a distribuição de sobras, uma vez que  o resultado econômico ou o lucro da mutualidade é incorporado ao seu próprio patrimônio para  incrementar os serviços de ajuda mútua que presta, justamente porque a sua finalidade é propiciar  economias aos seus participantes através da prestação de serviços mais baratos.

Seguramente que o Brasil já teve as suas Mutualidades formalizadas, quiçá, na pessoa jurídica das  antigas sociedades pias ou religiosas das antigas SANTA CASAS ou MISERICÓRDIAS, nas  quais os seus associados, as pessoas abastadas do Brasil Colônia e Império, faziam donativos para  receberem tratamento especial nos hospitais administrados por religiosos, enquanto que as sobras  destes donativos eram empregadas para a prestação de um serviço de pior qualidade para a pobreza  não associada e desassistida pelas autoridades no que tocava aos cuidados com a saúde, que  recebiam nestes hospitais qualquer tipo de ajuda como uma caridade cristã.

Portanto, ocorreu no Brasil que as sociedades de ajuda mútua, sobremaneira as laicas, geralmente  vinculadas ao movimento social obreiro, não ocuparam o espaço institucional, tal como ocorre em  outros países. Razão pela qual, os serviços de ajuda mútua passaram a ser prestados por  instituições empresárias ou associativas, com ou sem fins de lucro, públicas e privadas, que não  são sociedades de pessoas formadas para a prestação de serviços de ajuda mútua aos seus  associados (mutualidades). Por exemplo, os planos de saúde que, aqui passaram a ser fornecidos  como produtos para clientes ou usuários por parte de empresas ou cooperativas de saúde, são  tradicionalmente serviços de ajuda mútua prestados por mutualidades em outros países, onde as  mutualidades suplementam o Estado no atendimento das necessidades de saúde da população. É  longa a lista de serviços de ajuda mútua que no Brasil são prestados por entidades que não têm o  objetivo social de prestar ajuda mútua. Bem como, também existe entre nós muitas instituições,  ONGs e outros tipos de instituições laicas e religiosas, que prestam serviços de ajuda mútua, tais  como os FUNDOS SOLIDÁRIOS, que no Brasil se contam às centenas, muitos dos quais operam  o empréstimo com ou sem juros, ou mesmo a doação de dinheiro, geralmente proveniente de  doações da caridade institucionalizada (igrejas). Entretanto, todos são do tipo FUNDO  ROTATIVO, uma espécie de consórcio de dinheiro ou de crédito, que beneficia individualmente a  pessoa contemplada, que as vezes sequer precisa devolver. Todavia, não encontramos nenhum  fundo solidário que se preste ao AUTOFINANCIAMENTO COLETIVO DE  EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS como propomos aqui, no qual investidores, ou seja,  pessoas dispostas a aplicar recursos no fundo, congreguem­se com pessoas carentes de recursos e  dispostas a empreender solidariamente em comum, sob o compromisso dos tomadores do  empréstimo sem interesse (juros), entre os quais se encontram os próprios investidores,  devolverem o mútuo recebido.

Esta é a razão pela qual este será o nosso serviço precípuo: A PRIMIZIA DOS FRUTOS da nossa  associação mutual, que assim haverá de se chamar oficialmente porque não existe no Brasil  previsão legal específica para a existência da Mutualidade. O fundo solidário para o  autofinanciamento coletivo será nosso principal produto porque consideramos que as principais  misérias humanas são combatidas por esta ferramenta de FINANÇAS SOLIDÁRIAS, pois é  através dela que as cooperativas integrais poderão libertar terras do mercado imobiliário, braços do  mercado de trabalho e crédito (dinheiro) do mercado financeiro.

Entretanto, vamos nos esforçar para, na medida da conveniência de nossos associados, prestarmos  outros serviços de ajuda mútua. Pois, do contrário, estaríamos fugindo de nossa responsabilidade  de acordar o Brasil para a discussão do Mutualismo e dos serviços institucionais de ajuda mútua.  Prestaremos outros serviços de ajuda mútua além dos FUNDOS DE AUTOFINANCIAMENTO  COLETIVOS, que os queremos vários, para fomentar empreendimentos espalhados por todo o  território nacional, justamente para a diluição dos custos operacionais desta intermediação de  valores entre indivíduo (mutuante) – coletivo (fundo mutual) – coletivo (cooperativa) – indivíduo  (mutuante).

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demais serviços

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Armazém Holístico Mutualista

Loja de produtos saudáveis tanto para o produtor, como para a Natureza (processo produtivo sustentável), quanto para o consumidor, que funcionará no espaço de nossa primeira sede provisória em Jaraguá do Sul – SC, e que pode ser replicado nas nossas demais sedes formais e informais (empreendimentos solidários autofinanciados) em que houver o interesse / compromisso de mais de dois associados. Estes ARMAZÉNS terão contabilidade própria, sempre auditada e operada no caso de relações externas à Mutual, pela direção da associação, de forma que este caixa propiciará aos associados o tradicional serviço mutual de PROVEDORIA ou de COMPRAS COLETIVAS COMPARTILHADAS...

2

BIBLIOTECA MUTUALISTA                       GEORGES GURVITCH

Georges Ivanovitch Gurvitch foi o sábio russo que já era professor de Direito na Rússia em 1916; que participou dos processos constitucionais da República de Weimar (Alemanha – 1919) e da Constituinte francesa de 1946; e, que, em 1931 apresentou na Sorbonne a sua tese da teoria do Direito Social que contou com centenas de juristas desde o século XVII até ser misteriosamente abortada dos currículos acadêmicos do ensino do Direito justamente logo após desta escola do pensamento jurídico pluralista produzir espontaneamente a sua manifestação jurígena mais pujante, bela e efêmera, uma vez que logo em seguida foi abortada à força pelos bolcheviques...

3

BANCO DE HORAS SER


Serviço de ajuda mútua imbricado com a MOEDA SOCIAL ou as distintas moedas sociais que recomendamos que disponha (emita) cada cooperativa integral autofinanciada através da nossa Mutual para otimizar as relações econômicas internas, otimizando também o emprego da moeda oficial (R$) para as relações externas à comunidade. O serviço da Mutual será conjugar as moedas sociais, ou a moeda social comum a distintas cooperativas, moedas ou moeda esta indexada ao valor cambiante (câmbio flutuante com o Real) da remuneração igualitária de UMA HORA DE TRABALHO do cooperado, que dependerá da produtividade geral da cooperativa e de suas...

4

MOEDAS SOCIAIS COOPERATIVAS INTEGRAIS

O objetivo será fazer da Mutual uma instituição que sirva de embrião para uma futura COOPERATIVA INTEGRAL DE SEGUNDO GRAU ou FEDERAÇÃO DAS COOPERATIVAS INTEGRAIS brasileiras, sinalizando assim um caminho legal e pacífico para a superação do regime social, político, espiritual e econômico que se baseia na alienação dos recursos naturais, dos recursos humanos e dos recursos creditícios. Portanto, se a tendência será que cada cooperativa integral resolva instituir e emitir soberanamente a sua moeda social, será natural também que a associação mutual contribua para o GERENCIAMENTO de alguma futura plataforma (online) para processar transações monetárias em moeda social...

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DEMAIS SERVIÇOS POSSÍVEIS

DENTRE OS DEMAIS SERVIÇOS a serem prestados por nossa mutual podemos vislumbrar muitos outros. Em especial, que fique em seu encargo (contrato entre cooperativa e mutual) a ESCOLA LIVRE existente dentro da cooperativa para o atendimento das necessidades educacionais de cooperados e seus dependentes, aplicando-se neste serviço os recursos obrigatoriamente separados do faturamento (5%) de todas as cooperativas por força legal do art. 28 da Lei Cooperativa. Igualmente pode-se pensar em um fundo cooperativo facultativo, similar a este fundo cooperativo obrigatório (FATES), mas para se destinar ao investimento cooperativo na Saúde dos cooperados e dependentes, entre outros inúmeros serviços.



São infinitas as possibilidades de desenvolvimento de serviços de ajuda mútua por parte da Mutual, dependendo exclusivamente do interesse dos associados e conveniência das partes envolvidas.


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