PRIMEIRA TERRA

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A PRIMEIRA TERRA

Como muitos temos a consciência da necessidade da superação do regime da propriedade que provocou considerável desenvolvimento para a Humanidade, mas ao preço de graves desequilíbrios. Regime este que se baseia na alienação, ou seja, na apropriação privada (ou pelo ente estatal) dos fatores de produção, como se pudessem os mesmos (terra, trabalho e crédito) serem destacáveis, como se mercadorias fossem, dos processos produtivos. O nosso diferencial em relação à maioria silenciosa descontente com este regime, no qual todas as decisões são tomadas em benefício da acumulação do capital, e, que, aliena (descaracteriza) os recursos naturais ao preço de aluguéis ou rendas sobre a terra, os recursos humanos ao preço de salários, e, os recursos creditícios ao preço de juros; é que nós acreditamos poder desarmar o regime opressor que desagrega e colapsa, propiciando ferramentas sociais para que cada vez mais gente consiga se livrar das relações de escravidão que são impostas por aluguéis, juros e salários. Nós acreditamos estarmos reabrindo um caminho legal e pacífico para a superação do capitalismo, uma vez que ninguém precisa ser obrigado a abandonar as suas relações servis enquanto patrão ou como empregado para que cada vez mais se revele a insustentabilidade deste sistema de produção baseado em salário. Bem como ninguém é tão miserável, desde que afastadas as situações de doença psíquica, que, não possa congregar-se, articular talentos e recursos com outras pessoas para geração de renda em empreendimentos econômicos solidários (sem patrão nem empregado).

Tais empreendimentos emancipatórios podem ser no Campo ou na Cidade. Em face de o espaço urbano ser um ambiente cada vez mais problemático para o bem viver, e, existir uma demanda por autofinanciamento para (re)aldeamentos intencionais rurais - ECOVILAS, optamos por dar início à restauração da comuna no Brasil no Campo. Integral, pois, além de empreendimento econômico para geração de renda aos seus partícipes, nela ter-se-á também espaço para a moradia, seja comunitária e provisória, seja também a moradia individual e definitiva por parte de alguns associados, o que a caracteriza como uma restauração moderna da comuna. No nosso caso mutualista, sem prejuízo que outros grupos coletivistas que venham a empregar nossa ferramenta para capitalizar comunas comunistas. Por fim, o terceiro elemento da integralidade da comuna, na forma de cooperativa ou de associação, seria prever em estatuto social a sua extinção enquanto pessoa jurídica ao final da devolução do mútuo que a capitalizou, de forma que, de fato, se constitua em autêntica comuna – no que hoje a lei brasileira é omissa. Sem dogmatismos e sem religiosidades, cada ato da comuna, enquanto coletivo integral e revolucionário, estaria imbuído de espiritualidade, no sentido de reconexão com o Sagrado e da busca da Cura do Ser e dos seres que nos caberá gerir, sejam humanos, animais ou vegetais, uma vez que todos nos encontramos profundamente debilitados (desintegrados) depois de séculos de Modernidade atroz. Sem misticismo nem dogmatismo. Por exemplo: em nossa PRIMEIRA TERRA em coletivização, a cargo da pessoa jurídica da ASSOCIAÇÃO TERRA COMUM PERICÓ privilegiamos, com previsão estatutária expressa, a permacultura. De forma a evitar o cimento e o petróleo, mas sem radicalismo, podendo assim excepcionalmente utilizar elementos que podem ter sido nocivos à Natureza no seu processo produtivo, mas que, da porteira para dentro da nossa propriedade, nós tenhamos condições de neutralizar, dali para diante, a nocividade. Neste conceito de ESPIRITUALIDADE SEM RELIGIÃO o terceiro pilar da nossa cooperativa integral é a terapêutica do sagrado, o resgate das conexões com a Natureza a partir das práticas holísticas de Cura, tornando assim o nosso espaço comunitário e econômico um empreendimento terapêutico.

Estes três pilares da comuna restaurada ou terra comum produtiva decorrem da sabedoria de se reconectar com a ancestralidade, de se restaurar a comuna na forma manifesta em nosso logotipo PROPRIEDADE COLETIVA POSSE PARTILHADA: com os seus três campos em rotação de cultivo e de pasto, além da floresta que também se renova em parte a cada ano, os lotes de posse individual e, no centro, os equipamentos comunais de uso comum.

Afinal, frente ao dilema entre comprar individualmente a terra a ser libertada do mercado ou aguardar a formação de um grupo solidário neste projeto para então decidir em grupo pela escolha da terra a receber o assentamento, optou-se pela primeira opção. De forma que se escolheu sediar a nossa primeira comuna numa terra com abundância de água cristalina (divisa com um ribeirão, vários riachos, além de três açudes e cachoeiras), de elevada altitude (1.350 metros), na face Norte da montanha Morro do Tigre, distrito de Pericó, a 400 metros da rodovia asfaltada SC 110, na altura do Km 413, a 34 km de Urubici e a 20 km da cidade de São Joaquim – SC. Uma área de 17,6 ha (176.000 m²) com a reserva legal averbada em imóvel vizinho, de forma que, como as matas de araucária são abertas, implica em grande aproveitamento deste imóvel, que foi comprado em 2016 com a finalidade de, uma vez formalizada a ASSOCIAÇÃO MUTUAL TERRA COMUM, fosse ofertada esta terra, pelo valor nela aplicado, no FUNDO SOLIDÁRIO a ser lançado pela Mutual para o autofinanciamento da cooperativa sobre esta terra, e, potencialmente, sobre outras terras adjacentes eventualmente à venda, que os dinheiros alocados neste fundo tivessem a disponibilidade e a oportunidade de adquirir. Todavia, pelas razões aqui expostas no HISTÓRICO -  https://www.propriedadecoletiva.org/ - para esta primeira terra coletiva resolveu-se por outra sistemática - ver em NOVA FASE, considerando a inexistência de associação Mutual capacitada para o lançamento e a gestão de um fundo solidário de auto financiamento coletivo.


https://i2.wp.com/www.propriedadecoletiva.org/wp-content/uploads/2015/07/comuna-colorida.jpg?ssl=1

Imagem dinâmica da área de localização da propriedade adquirida (visualização de satélite)

 

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9 comentários

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  4. Este fim de semana fizemos uma descoberta fascinante ao limparmos o mato dos arbustos pequenos debaixo das araucárias de apenas uns 3.000m² desta PRIMEIRA TERRA a ser libertada. Tivemos a grata surpresa de descobrir incontáveis mudas nativas de GOIABA DA SERRA ou GOIABA FEIJOA. Basta irmos limpando os bosques nativos, deixando as árvores maiores, podando as goiabeiras em produção e abrindo espaço para o crescimento das pequenas goiabeiras que em alguns anos teremos um GOIABAL NATIVO de magnífica proporção e produção se aí agregarmos biofertilizantes. A Providência proverá…e está atuando… (morando tão próximo da Serra jamais tinha experimentado o sabor desta fruta nativa que se tornou muito popular na Nova Zelândia e que num supermercado de São Joaquim é vendida a R$6,79 o quilo). Essa goiaba é mais suculenta e tem o gosto mais ácido, refrescante que a goiaba tropical, uma mistura de gosto de goiaba com o do kiwi. E a contrário da goiaba comum, esta goiaba da serra precisa estar muito madura para entrar a larva da mosca, que só ocorre no local alguns meses por ano… e antes de amadurecer a fruta é colhida, vendida e comida…

    1. Nas 3 últimas fotos a misteriosa GOIABA DA SERRA ou FEIJOA, misteriosa porque por quê nós aqui de Serra Abaixo (Brasil tropical) não conhecemos essa fruta sub tropical que tanto sucesso fez no Além-Mar (Nova Zelândia) ?

  5. Como idealizador do projeto em vias de concretização, peço escusas aos internautas pelo website estar ainda em construção, de forma que ainda não postadas as MINUTAS referidas em vários dos links posicionados no texto acima.
    Agradeço ainda a solidariedade do nosso webmaster Ramon Porto que tanto se esforçou para articular e por no ar este website. Lembrando que, ao suar a camisa, de fato, SOLIDAMENTE Ramon foi SOLIDÁRIO, pois, de fato, a palavra solidariedade vem da raiz etimológica latina SOLIDUS que significava entre os antigos falantes de Latim um valor concreto, algo palpável como a moeda de prata chamada SOLIDUS, daí veio a palavra SOLDO em português e a palavra inglesa XELIM que também se tratava de moeda de prata.

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